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October 21, 2014

Anjos Disfarçados

Ola! 
Venho partilhar mais uma short (short) story!

Mais um texto "à 3 pancadas".
Estou com tantas saudades das minhas fofinhas de 4 patas (e dos fofinhos de 4 patas que tivemos de dar) que tive de escrever isto em honra deles.
E de todos os cães deste mundo hehe anjos disfarçados, é o que é.

Espero que gostem apesar de ser estranho ^^

***




OH MEU DEUUUUS!
Corro a toda a velocidade, o vento a puxar o meu sorriso para tras, e as minhas patas a tocar a terra em sequencia.
OH MEEEEU DEEEEEUS!
Estou quase, quase, quase a apanha-lo. Quaaaase!
O disco cai no chao momentos antes de eu o abocanhar. Trevor ri-se atras de mim e chama-me. Atraido pelo chamamento viro-me para tras.
Ups, falta o disco.
Volto para tras e agarro-o com os dentes antes de correr de volta para o meu companheiro humano. A minha cauda parece ter ganho vida propria.
Trevor espera-me agachado com um sorriso enorme e continua a chamar-me alegremente:
- Anda ca rapaz. Traz o disco, Pintas!
Quando ja estou perto tento parar mas vou contra as pernas do Trevor e ele cai para tras.
YAAAYYY posso dar-lhe lambidelas!
Trevor ri-se enquanto lhe dou beijinhos na cara e nas mãos. Começo a passar os dentes na lingua, acho que sem querer lambi o cabelo dele.
Um cheiro curioso distrai-me e começo a ver de onde vem.
- Que foi rapaz? Gostas do cheiro a erva acabada de cortar? - pergunta Trevor.
Erva acabada de cortar? Nao sei o que é isso mas gosto do cheiro, sim.
Um som conhecido chamam-me a atenção desta vez. A Janota e o Derp chegaram! Vou a correr ter com eles ignorando Trevor, que me chama.
A Janota tem tanto pelo, ufa não sei como nao tem calor. E o Derp é eeeenoooorme mas ja anda devagar - o Trevor diz que ele é velhinho. Mas sao meus amigos e do Trevor.
Cumprimentamo-nos a nossa maneira, os nossos rabos sempre a abanar.
Apetece-me morder o rabo da Janota..., penso eu. Gosto de morder o meu as vezes mas o dela é mais fixe!
- Ola Pintas. - diz-me a companheira humana dos meus amigos. - Trevor, tudo bem?
- Ahh desculpa este maroto foge-me sempre.
Eles começam a falar e eu e a Janota começamos a brincar. O Derp fica a observar-nos e a dar opiniões nas nossas técnicas de agarrar rabos.
Anda brincar tambem, Derp., digo eu puxando-lhe uma orelha e correndo a frente dele.
- Pintas, o Derp é velhinho ja nao tem pedalada. - diz Trevor com um sorriso triste.
Sento-me ao pe deles com as orelhas para tras.
O que é velho?
Monica, a companheira do Derp e da Janota, começa a ter agua a sair-lhe dos olhos e Trevor da-lhe um abraço como me costuma dar.
Hamm?, penso eu confuso. Janota olha da mesma maneira que eu para a companheira.
- Achas que ele vai em breve? - pergunta Trevor fazendo uma festa a Derp que agora se deitou.
Monica acena que sim e ajoelha-se a abraçar Derp e Janota.
Eu junto-me a eles a lamber a agua salgada que lhe sai dos olhos mas pouco depois Trevor abraça-me.
- Oh amigo quem me dera que vosses nao morressem e vivessem mais...
Inclino a cabeça ainda mais confuso.
Não sei o que é morrer mas eu nao te deixo. O Senhor simpatico que me mandou para aqui diz que te vou proteger e gostar de ti.
Começo a lamber Trevor freneticamente, tentando mostrar-lhe que o Senhor simpatico me mandou para estar com ele e que nao quero deixar Trevor. É a minha coisa mais importante! Ainda mais importante que o meu osso azul que faz barulho.
Monica sobressalta-nos batendo palmas.
- AHHHHH - respira ela fundo, - É melhor nao pensar nisso e aproveitar o belo dia de hoje. Nao é meus queridos?
Ela e os meus amigos começam a afastar-se mas Trevor da-me um ultimo abraço antes de me deixar ir tambem.
Ladro-lhe com um sorriso e começo a correr a volta dele.
Vamos brincar mais!


***

Partilhado no forum Portugal Paranormal como de costume ^^

Cuidem dos vossos auaus!
Blessed be )0(

October 14, 2014

Short Story: "A Vida e a Morte nas mãos do Destino"



Mais uma short story. Esta foi pensada e escrita em aproximadamente 20minutos por isso esta "à 3 pancadas", mas espero que gostem!


***


Ela suspirou.
Estava a horas a olhar para aqueles dois e eles continuavam a desencontrar-se. Ja fizera autocarros atrasar, chuva começar a cair e ate o cachecol dela voar.
Mas eles continuavam a desencontrar-se. Estava a ficar muito chateada.
- Desiste. - disse a voz feminina e de criança atrás dela.
Batendo o pé tentou mais uma vez. Um movimento dos seus dedos e a trela do cão dele escapou-se.
- Vai ter com ela, vai ter com ela, vai ter com ela... - murmurou como um mantra cruzando os dedos. - Va laaaaa! Ela está mesmo ai em frente.
Olhando de um para o outro, ele a correr atrás do cão pelo parque e ela sentada num banco de jardim a ler, a visão começou a ficar turva com lágrimas de frustração.
Uma mão quente apertou-lhe o ombro e ela olhou para trás. Ele acenou de forma encorajadora, os seus olhos claros a contrastar com a sua pele escura e os músculos retesados contra a camisa negra.
- Morte... - e as lágrimas começaram a fluir livremente. Ele, a Morte, abraçou-a com um suspiro.
- Baahhh... ja sabias que era assim. - disse o Destino com a sua voz de menina, enquanto se sentava numa das poltronas douradas.
A Vida estava ali a um bom bocado a tentar desesperadamente mudar o destino daqueles dois humanos. E que destinos tristes que eles eram...
A Morte avisara-a para não se apegar a nenhum humano porque eles eram frágeis. O Destino nao sentia nada pelos humanos, eram meros brinquedos. Mas A Vida.... ela queria ve-los felizes e vezes sem conta tentou mudar o destino dos humanos, enviar-lhes sinais de que estavam no caminho errado. Mas raros eram os que entendiam.
Estes dois pequenos humanos em particular ficaram no seu coração pela força de vontade que tinham e pelo amor a vida que nutriam.
Ela ja conseguira mostrar-lhes o caminho para quase tudo excepto para o amor. E esse era o mais importante. Era o acordo entre Vida e Destino: se ela conseguisse que eles se conhecessem, Destino faria um final feliz para eles.
- Vida... - disse Morte com uma voz suave mas surpresa.
Vida respirou fundo e voltou a olhar para os humanos. O seu coração encheu-se de alegria e ela abraçou Morte ainda com mais força.
- Eles estão a falar!!! - disse ela num guincho. Dando um beijo na cara do seu companheiro disse alegre - Morte já nao vais ter de trabalhar com eles.
Ele acenou com um sorriso sincero, pouco comum nele.
Vida olhou rapidamente para Destino, o seu olhar de aço - Como combinado.
Destino suspirou, nao gostava de perder. Mas como normalmente ela mandava na Vida e na Morte, encolheu os ombros e começou a trabalhar num novo destino para os pequenos humanos.


***


Mais uma vez está tambem no site Portugal Paranormal :)


Obrigada!

June 14, 2014

Short Story: Passatempo Portugal Paranormal

Boas!
Vou partilhar no blog a minha entrada para o Passatempo "Seres Magicos em Portugal" do forum Portugal Paranormal.
Espero que gostem!
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Num apartamento luxuoso de Sintra, Thalia acordou com o seu proprio grito. Suor a escorrer-lhe pelo pescoço a baixo. Dominic...ou era João? Quem quer que fosse que estava a dormir ao seu lado acordou com o seu grito.
- Que se passa? - exclamou ele ligando a luz e olhando freneticamente em volta do quarto.
Thalia sentiu a cabeça a latejar. Tequila...má ideia..., pensou ela.
No entanto isso pouco importava. Ela levantou-se a correr apanhando as suas roupas do chão e ignorou as questões do... Tiago! Era isso. Tiago.
Sem parar para pensar muito na noite passada depois do 5º shot de tequila, ela vestiu-se.
- Raio das calças... - sussurrou ela quando finalmente conseguiu enfiar a perna no sitio certo.
Tiago encolheu os ombros e voltou a deitar-se. Thalia agradeceu a dor de cabeça neste momento; tudo o que não precisava era das emoções daquele estranho - com quem aparentemente, na noite passada, partira um espelho pendurado na parede - a invadi-la.

Finalmente no seu carro - teve de usar as chaves varias vezes ate atinar de onde vinha o bip bip das portas a abrir - ela respirou fundo e deixou as lagrimas cair-lhe pelo rosto.
Magdalena tinha voltado a visita-la em sonhos. E isso era o pior pesadelo que alguem podia ter. Uma banshee a visita-la em sonhos...outra vez.
Thalia ligou o carro e mandou um salto quando ao olhar pelo espelho retrovisor viu os olhos escuros e manchados de Magdalena. Ela nem se virou. Sabia que não conseguiria ve-la a não ser pelo espelho.
- Lamento, Thalia. - disse a fada com uma voz lamentosa. - Tu sabes que não tenho escolha...
E Thalia sabia... e tambem agradeceu por não conseguir sentir as emoções de outro ser magico.
A nossa heroina amaldiçoada fechou os olhos e tremeu quando a banshee começou a gritar. Era um urro de dor como se ela sofresse pelo destino de Thalia; trazia consigo o som das mães que perdem os filhos, dos filhos que perdem as mães e de tudo pelo meio disso.

Deixando-se escorregar ate ao chão, Thalia começou a soluçar encostada a porta de entrada do seu pequeno apartamento. A ultima vez que isto acontecera Thalia ficou sozinha no mundo.
Magdalena apareceu pela primeira vez na vida de Thalia a 20 anos. Nesse ano, apos fazer 6 ela perdera o pai. Lentamente ao longos dos anos a banshee tinha aparecido e desaparecido levando consigo alguem importante. Primeiro o pai, depois os avos, a mãe, a tia e por fim, a 2 anos atras o irmão mais velho.
Banshee... uma fada amaldiçoada que por ter feito algum tipo de mal foi incumbida de trazer mensagens de morte aos humanos sentindo a sua dor. Dai o grito que mesmo sem a sua presença traz pesadelos a Thalia.
- Não posso culpa-la... ela tambem sofre... - murmura Thalia para si propria, sem forças para se levantar. - Quem vai ela levar agora? Mal tenho amigos... nem os trolls debaixo das pontes me falam já... a comunidade de elfos muito menos...
Erguendo o olhar ela viu Magdalena outra vez, em pé no meio da sua sala, vestindo trapos pretos que davam as suas asas rasgadas ainda pior aspeto. Thalia suspirou e perguntou rapidamente antes do grito começar:
- Quem vai ser...por favor diz-me! Eu quase não falo com ninguem... já estou sozinha...
A cicatriz das suas orelhas ardeu quase tanto como os seus olhos.
Magdalena começou a chorar observando a jovem elfo cujas orelhas tinham sido cortadas pelos amigos dos seus pais quando decidiram que ela dava azar e a baniram. A banshee sentia a dor dela... mas nao podia fazer nada. Era o seu dever.
- Tu... - começou ela a choramingar, a dor no seu peito aumentando. - É a tua vez de ir...
E o grito que lhe saiu da garganta aumentou ainda mais a sua propria dor; a banshee teve de se ajoelhar e abraçou-se a si propria.
No entanto Thalia estava preplexa demais para prestar atenção. Dentro de si o alivio tomou conta.

O amanhecer veio suavemente com os passaros a cantar e a luz do sol a iluminar o cemiterio.
Tiago estava de pé em frente a campa de Thalia. O minimo que podia fazer por Thalia ter sofrido as consequencias dos seus atos. O seu braço partido estava tao dorido que mal podia mexer-se mas pior era a dor no seu coração. Fora culpado pela morte de uma pessoa... tudo por causa dos seus negocios... nem acreditava que os capangas do Costa o tinham seguido quando levou Thalia consigo para o apartamento. Nem acreditava que a tinham seguido de volta para o seu por pensarem que era sua namorada.
O que ele nao sabia é que para Thalia não havia nada mais maravilhoso. Tantos anos sozinha a ver as pessoas que amava morrer e finalmente estava livre dessa maldição. Com a familia que tanta falta lhe tinha feito ao crescer; num sitio cheio de luz e amor, com arvores que dão chocolate saboroso e anjos que cantam musicas melodiosas. Ate as suas orelhas estavam bicudas como antes.
Ele suspirou pesadamente. Nem conseguia preocupar-se consigo mesmo de tao culpado que se sentia. So restava rezar que a policia encontrasse os culpados; tanto para ser feita justiça pela divertida rapariga que conhecera umas noites atras como tambem para sua propria segurança.
Ao afastar-se do cemiterio Tiago sentiu um arrepio gelado mas nem assim reparou na banshee chorosa que o observava escondida atras de umas arvores e que sofria pelo destino dele, que estava proximo.
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Informação:

Espero que tenham gostado 
Blessed be^^

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